Paulo Portas encerrou jornadas parlamentares do CDS/PP anunciando proposta de alteração à lei do rendimento mínimo
“NÃO PODE HAVER RENDIMENTO MÍNIMO COMO DIREITO SEM HAVER UM DEVER”
“Quem recebe deve estar agradecido e retribuir com um serviço à comunidade.Não pode haver rendimento mínimo como direito sem haver um dever”. Foi desta forma que o líder do CDS/PP, Paulo Portas anunciou que o grupo parlamentar do partido vai propor o agendamento de uma revisão profunda da lei do Rendimento Social de Inserção. Discursando no encerramento das Jornadas Parlamentares do CDS/PP que se realizaram em Guimarães nos primeiros três dias desta semana, o líder do partido justificou esta alteração porque “o actual regime está transformado numa indústria do abuso”.
Argumentando que se o rendimento mínimo é uma ajuda transitória a quem tem dificuldades, não temos problemas. Mas se “se transforma numa indústria do abuso, em que quem não quer trabalhar vive à custa de quem trabalha, nós cá estamos para alterar o regime do rendimento mínimo”, justificou.
Paulo Portas defendeu a necessidade de ser feita uma avaliação global do actual regime, e que “não pode haver renovação automática do rendimento mínimo”, reiterando que “a um direito tem que corresponder, em idade activa, um dever ou seja “que haja uma contraprestação”. “Quem recebe deve estar agradecido e retribuir com um serviço à comunidade. Não pode haver rendimento mínimo como direito sem haver um dever”, sublinhou.
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