COLUNA COM VISTA SOBRE A CIDADE
Figueiredo Norte, Figueiredo Sul…Muitas das ideias para estes textos surgem-me aquando das minhas constantes viagens de carro por esse Portugal afora.
E poucos sítios há para se aquilatar da mentalidade portuguesa – e da pequenez da mesma – como as suas estradas.
São, para um cronista ou pelo menos algo que se assemelhe e isso, um viveiro de potenciais bons textos… o problema é o que se faz depois com elas.
Já aqui falei uma vez da palermice que é o acrescentar de nomes de terras à descrição das áreas de serviço (Santo Tirso, que agora é Trofa / Coronado e Mealhada que agora também é Cantanhede, só para citar alguns dos exemplos mais marcantes).
Na auto-estrada que liga Vila Real a Viseu, para além da vista impressionante das escarpas da zona da Régua, típicas do Douro Vinhateiro, pontifica, pertinho das saídas de Bigorne o supra sumo da estupidez rodoviária.
Conheçamos a mega metrópole Castro Daire. Uma terra que deve meter Guimarães no bolsinho das moedas. Uma terra que tem três saídas duma auto-estrada deve ser enorme.
Não tenho bem a certeza, mas acho que as três imponentes saídas são Castro Daire Norte, Castro Daire Este e Castro Daire Sul.
Como ia – como é costume – atrasado, não consegui visitar Castro Daire. Mas mesmo assim imagino que entre cada uma das três entradas em Castro Daire correspondentes às saídas da auto-estrada a distância não será superior a um bom quilómetro bem medido…
Nem sei que tal na A11, entre Guimarães e Braga, não haver a saída de Figueiredo Norte e Figueiredo Sul.
Ou a possível área de serviço ser a de Silvares / Brito…
Fale grátis, por apenas
cinco euros???
A última publicidade de uma empresa de telecomunicações móveis, cujo logótipo é azul, tem três letras em branco sendo a primeira um T e a última um N, com um M no meio, baralha-me.
Já nem falo do Paulinho – que canta e dança – e que sabe palavras em “brasileiro” como sassipéréré, quindim, boitátá e Niterói.
Falo sim da estupidez assumida que é o logro inerente à suposta campanha. Dizem eles: Fale grátis, por apenas 5 cinco euros.
Espera aí? Só é um bocadinho grátis? Como é que algo que custa cinco euros é grátis? O que é afinal algo grátis? Não há uma autoridade qualquer, daquelas tipo ASAE ou ANACOM ou da Concorrência, que fiscalize isso? Jà vale tudo?
Ou como o bonequinho é bastante apalermado contavam que ninguém reparasse no perfeito contra-senso?
Se fosse um restaurante a por um letreiro: “coma grátis, por apenas 10€”, achavam piada? Ninguém se insurgia?
Não será isto publicidade enganosa? Ou pura estupidez?
Curso de hotelaria
precisa-se
Uma das características que faz a diferença no atendimento dos restaurantes é a noção de timing e de conveniência dos garçons.
Não é por termos um “polícia” atrás de nós enquanto jantamos que o restaurante passa a ter um bom atendimento.
O ideal é mesmo que ele esteja presente, sem no entanto darmos pela sua presença.
Vem isto a propósito de, num destes dias, num restaurante italiano enquanto degustava um spaghetti allio, olio, peperoncino, numa daquelas alturas em que está mesmo com a massinha dentro da boca, ter chegado a empregada, cheia de boas intenções perguntar-me se tudo estava do meu agrado.
Pois. Estava. Até àquele momento. O momento em que ela me vê de boca cheia, me faz uma pergunta e mesmo vendo que seria difícil responder com o mínimo de elegância e mesmo assim não desarma e fica a aguardar que eu mastigue para lhe responder…
Não teria sido muito mais “bonito” ter pedido desculpa por interromper e voltar mais tarde?
Claro que não sou crítico gastronómico e a situação acima descrita podia até não ter acontecido de verdade.
E se substituirmos garçon por qualquer outra coisa, vemos um dos grandes males da sociedade portuguesa actual.
As pessoas não sabem quando devem falar e quando o oposto é verdadeiro. A noção de conveniência perdeu-se. E que falta que ela faz.
Paulo Saraiva Gonçalves
Não sou mandatada pela TMN e também reparei no aparente engano da sua mais recente publicidade, mas a verdade é que os cinco euros que a empresa cobra correspondem ao custo de adesão a uma campanha que, a partir daí, permite que se fale a custo zero. Como? Basta que se utilize o telefone de forma a ultrapassar esses cinco euros, ligando a toda a gente de que se lembrar, e depressa verá que está a falar a custo zero. Eu, por exemplo, não preciso disso. Tenho um tarifário que me permite falar a custo zero para quase toda a gente, em quase todas as redes. Pago mensalidades de 10 euros, que só por isso poderiam impedir-me de dizer que falo grátis. Mas a verdade é que falo. Porque o que gastaria nas minhas normais comunicações (não faço chamadas só para dizer que falo grátis) se não tivesse este tarifário seria certamente muito mais de 10 euros/mês. Parece mentira, mas é verdade.
caro amigo…
castro daire é uma vila bem pequena…apesar d ser um concelho enorme, que desde ja o convido a visitar.
para esclarecer algumas coisas que o caro amigo escreveu, informo:
a saida castro daire norte da acesso ao concelho de castro daire,cinfães e resende…
a saida castro daire centro da acesso ao concelho de vila nova de paiva,à vila de castro daire propriamente dita,bem como a sede do mesmo concelho…
a saida castro daire sul da acesso ao conselho de sao pedro do sul,ao sul do conselho de castro daire,bem como ao norte do conselho de viseu…
espero que tenha ficado esclarecido sobre o tamaho e o valor de castro daire.
cumprimentos e boas viagens!
Para corrigir, é Castro Daire leste, e como o caríssimo andre disse em cima, essas saídas são de acessos a outras vilas e concelhos. Além disso, a saída Castro Daire sul, dá acesso às Termas do Carvalhal, mas claro, no jornalismo barato é sempre fácil fazer piada à custo do que se desconhece, não é verdade?
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