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Com a Gripe A, a crise económica e os desastres de avião:
AGÊNCIAS DE VIAGENS ESTÃO A TER “UM ANO TERRÍVEL”

Autor: Sara Machado Oliveira em Quinta-feira, 6 Agosto 2009Sem Comentários

fériasPor causa do encerramento do período lectivo nas escolas e de muitas empresas nesta altura do ano, os portugueses costumam marcar as suas férias para o corrente mês de Agosto e os vimaranenses não são excepção.No entanto, se, em anos anteriores, as notícias davam conta que as viagens ao estrangeiro, nomeadamente às Ilhas espanholas, Brasil e Caraíbas (México, Jamaica e República Dominicana) eram a coqueluche de muita gente no Verão, quer houvesse crise económica ou não, já o ano de 2009 está até agora a mostrar-se como “um ano terrível para o turismo”.
Quem assim está a ver o cenário em que têm que trabalhar os operadores turísticos portugueses e estrangeiros é Alexandra Torcato, responsável pela dependência de Guimarães da agência de viagens “Marsans”.
Atribuindo a grande quebra na procura de viagens ao estrangeiro sobretudo “a esta conjuntura muito peculiar por causa da Gripe A”, a responsável não deixou, no entanto, de admitir que também a crise económica afectou:
“Curiosamente, até Junho, quando pensávamos que íamos ter um Inverno mau por causa da crise, até fomos trabalhando bem, mas, ao contrário das expectativas, o Junho foi um mês francamente mau e agora Agosto prevê-se uma melhora, porque dois ou três dias antes das férias que têm marcadas, as pessoas acabam por passar para ver se há alguma coisa interessante, mas confesso que as expectativas não são muito boas”.
Em declarações ao NG, na última terça feira, sobre o panorama das férias dos vimaranenses, a responsável desta agência sublinhou que “os destinos de viagem são os mesmos do ano passado – Caraíbas, Ilhas Espanholas e Tunísia – mas muito menos que no passado”.
“É uma triste realidade, a nossa, neste momento, pois é muito difícil vender viagens precisamente para destinos que já estiveram tão associados ao contágio do vírus da Gripe A”, desabafou.
Estes receios em viajar para estes destinos tiveram como efeito, segundo Alexandra Torcato, o facto de “as pessoas começarem a preferir fazer as ‘férias cá dentro’. Há muitas pessoas que pensam que não correm riscos e acabam por ficar mais por cá”, explicou, notando, porém, que “mesmo a nível nacional as coisas também não estão bem”.

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