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Liga Sagres | Vitória, 1 – P. Ferreira, 2
A MIRAGEM DO QUINTO LUGAR

Autor: Nuno Castro Freitas em Terça-feira, 9 Fevereiro 2010Sem Comentários

O Paços conseguiu manter viva a tradição dos bons resultados na Cidade-Berço. No domingo, voltou a fazer das suas, ao impor uma derrota frente à equipa de Paulo Sérgio, o treinador vitoriano que se mudou para Guimarães, vindo precisamente da Capital do Móvel.
Agora sob o comando de Ulisses Morais, os ‘castores’ mantiveram viva a chama que começou em 1993, na longínqua época que o Vitória jogava em Felgueiras.
Desta vez, o Vitória até marcou primeiro e marcou cedo (18’), anunciando um querer imperativo de triunfo, mas o Paços, perante a inépcia dos conquistadores após o golo, acreditara que era possível chegar ao triunfo. Reagiu e deixou o adversário no tapete.
Quanto ao Vitória, mais do mesmo! Um mês de Janeiro sem vencer, pelo meio eliminações da Taça de Portugal e da Carlsberg Cup.
Fevereiro também não está a começar bem. Com a derrota (2-1) frente ao Paços de Ferreira, o Vitória voltou a desperdiçar nova oportunidade para subir ao quinto lugar, face aos resultados negativos do Nacional e Leiria.

Indicações positivas, indicações furadas
Paulo Sérgio há muito que diagnosticou o problema o mesmo que na eternidade das ultima jornadas já se vai transformando hábito: a falta de eficácia. Tentou aproveitar o conhecimento que possui sobre o adversário, transmitindo-o na colocação das peças no terreno. Conduziu a estratégia, mas esta não terá sido a espaços bem interpretada.
Outra realidade é que o Vitória apostou sempre mais no futebol dinâmico para levar a bola perto da baliza de Coelho que tinha pela frente uma muralha defensiva calculista e devastadora.
Os primeiros minutos deixavam a indicação positiva, através das movimentações de Fábio Felício, Marquinho nas alas. Nuno Assis é o motor da equipa que joga e faz jogar através da transformação de ideias em pormenores de sabor especial. Fantástico em duas ou três situações. Pormenores de se lhe tirar chapéu, como aos 42 minutos, quando pela frente tinha três adversários e num túnel endossou a bola a Douglas. Até este terá ficado surpreendido e sem a reacção necessária para disparar sobre Coelho.
O futebol ofensivo foi por demais e chegou mesmo a roçar emoção. Continuava a faltar a explosão do golo e nesse capítulo, foi necessário Valdomiro ir lá à frente ‘ensinar’ como se faz. Aconteceu no encerramento dum período merecido (18’) mas que também acabou que colocava o Vitória em vantagem, mas que acabou por atrofiar as ideias na finalização (Douglas, Roberto e Carlitos).
Ficava por momentos a ideia da falta de uma segunda linha para ataque à segunda bola, quando se observa o tampão (ou a célebre expressão do autocarro) pacense.
O 4×4x2 mais explanado em 4×2x3×1 parecia imperfeito para atacar. A mobilidade quase vagabunda de Fábio Felício e Marquinho na direita ajudaram a disfarçar mal.
Depois do golo o Vitória praticamente convidou o Paços a subir no terreno, aspecto que nunca havia acontecido até então. No primeiro lance perdido (ingenuamente) Ozéia, disferiu um potente remate a meia altura que Nilson viu passar! Estaria mal colocado, ou sofreu desviu na barreira? Fica a duvida.
Parecia que o encontro estava relançado, até porque a eficácia do Vitória esbarrava no poste da baliza de Coelho. Custódio (35’) e João Alves (50’) ficaram perto do golo. Mas o empate persistia. Salvava-se a atitude do coração.
Mais preocupado em chegar ao golo da vantagem o Vitória esqueceu por momentos que o Paços também o poderia fazer através do contra-ataque. A defesa deu raia ao ver jogar Manuel José, que rematou para uma defesa apertada de Nilson e Maykon no poste contrário não perdoou na recarga (1-2).
Havia tempo para dar a volta ao resultado, mas os memos minutos que os orientados de Paulo Sérgio tinham eram sugados por anti-jogo do adversário, e discernimento dos avançados. Coelho voltou a negar o golo a Nuno Assis e a acentuar o problema de há algum tempo.
Para além do ofensivo, frente ao Paços também terá ficado sublinhado algum trabalho a fazer no sector defensivo.

 

Estádio D. Afonso Henriques
Relvado rápido
11535 Espectadores
Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria)
Assistentes: José Cardinal e Bertino Miranda
4º Árbitro: Pedro Ferreira

Vitória: Nilson, Alex (Carlitos 82’), Moreno, Valdomiro, Desmarets, Custódio, João Alves, Fábio Felício (Bruno Teles 66’), Nuno Assis, Marquinho (Roberto 66’), Douglas,
Treinador: Paulo Sérgio

Disciplina: (amarelos) 44’ Valdomiro, 63’ Fábio Felício, 90′+5′ Nuno Assis
Marcador: 17′ Valdomiro 1-0

Paços de Ferreira: Coelho, Danielson, Ozéia, Ricardo, Jorginho (André Leão 66’), Filipe Anunciação, Leonel Olímpio, Manuel José, Bruno (Candeias 77’), Maykon  e William (Pizzi 90’)
Treinador: Ulisses Morais

Disciplina (amarelos) 69’ André Leão, 73’ Danielson, 85’ William, 87’ Maykon
Marcadores: 25′ Ozéia 1-1; 59′ Maykon 2-1

Resultado ao intervalo: 1-1; Final 1-2.

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