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Na apresentação das actas do IV Congresso, ficou assumido
V CONGRESSO HISTÓRICO SERÁ EM 2012

Autor: Teresa Ferreira em Quinta-feira, 18 Junho 2009Sem Comentários

actas“A próxima edição do Congresso Histórico de Guimarães não deverá acontecer em 2011, cumprindo o calendário quinquenal que vem sendo adoptado, mas em 2012, no âmbito da programação da Capital Europeia da Cultura”. Isto mesmo foi assumido por António Magalhães na sessão de apresentação das actas do IV Congresso, realizada na última terça-feira em Vila Flor.
Convicto de que aquela decisão “será partilhada pelos meus pares da vereação”, até porque “em tudo o que é essencial e fundamental para Guimarães, como é o caso, estamos sempre todos de acordo e de mãos dadas”, o presidente do executivo municipal acrescentou que o próximo Congresso só não acontecerá integrado na CEC “se porventura não couber nesta programação”. Mas, se assim acontecer “a Câmara assumirá esta responsabilidade, na tradição que assumiu, de molde a que possa continuar a honrar os pergaminhos de um congresso histórico de qualidade acima da média”.
Ainda sobre o próximo Congresso, o que também ficou claro é que todos desejam que “seja especial”, lembrando assim as palavras do Professor Oliveira Ramos que defendeu isto mesmo no encerramento do IV Congresso em 2006. Seja como for, na sessão de terça-feira ninguém quis arriscar um tema para o V Congresso.
Já no final de sessão, em declarações aos jornalistas, o conceituado historiador também preferiu não adiantar qualquer sugestão para a temática do V Congresso, justificando “essa tarefa deve ser confiada aos próximos membros da presidência e comissão científica, em articulação com a Fundação que terá a missão de gerir a programação da CEC 2012. Isso cabe inteiramente às novas entidades responsáveis, depois de empossadas, embora as pessoas mais experientes também possam ter um papel a desempenhar”, concretizou.
Recorde-se que, nos anteriores congressos foram abordados os seguintes temas: “Guimarães e a sua Colegiada”, “D. Afonso Henriques e a sua época”, “D. Manuel e a sua época”, e “Do Absolutismo ao Liberalismo”.

Diz Oliveira Ramos sobre D. Afonso Henriques:
“É absolutamente indissociável de Guimarães”

“A figura de D. Afonso Henriques é absolutamente indissociável de Guimarães”. Esta é a certeza do historiador Oliveira Ramos deixada aos jornalistas à margem da sessão de apresentação das Actas do IV Congresso Histórico de Guimarães, de que foi presidente.
Salvaguardando não ser “medievalista” o Professor assegurou sobre D. Afonso Henriques que  “o seu marcante simbolismo e a afectividade dos portugueses a Guimarães é mais forte que qualquer estudo”.
Confrontado com a tese defendida por Almeida Fernandes que atribui a Viseu a cidade onde nasceu D. Afonso Henriques (ver página 5) Oliveira Ramos defendeu que “o confronto de versões, os novos estudos e eventuais novas leituras históricas vão continuar a acontecer”.
Seja como for, “existe um facto que, do ponto de vista histórico, pelo seu marcante simbolismo, no nosso tempo, desvanece até a força de eventuais documentos que possam ter aparecido, que é a ligação afectiva a Guimarães de todos os portugueses pensando exactamente na figura de D. Afonso Henriques. Este é um dado que considero essencial para as gerações que têm vivido a história do nosso país. Ou seja, considero que é impossível pensar na história de Portugal nascente excluindo D. Afonso Henriques e pondo de lado Guimarães. Isto não se pode apagar”, sublinhou.

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